A folha em branco pede algo, pede uma história que nunca foi contada.
O chiado da televisão me incomoda! Coloco meu fone e deixo o som no último, tentando fugir da realidade que me cerca.
Meus pensamentos estão a mil, e quanto mais eu tento entender mais perguntas surgem... No fim é tudo a mesma merda! Todos somos homens, farinhas do mesmo saco - se isso soa melhor aos seus ouvidos...
Uns tentam lutar contra a vida sem vida, outros aceitam a convenção e reprimem ao máximo seus pensamentos “bacanais libertinos”. Alguns não aguentam ver que nada faz sentido e enlouquecem completamente sem ter onde se segurar...
Estou com vontade de um cigarro e de um bom vinho para acompanha-lo. Ou quem sabe um conhaque, para ficar louca e rir um pouco. Sinto-me tão depressiva às vezes, tão idiota em outras.
E ele, em que está pensando agora? Queria saber se está bem ou não...
O céu está tão escuro que se confunde com as formas negras da mata, e não há divisão entre a serra e o céu... Quem sabe as coisas não são assim mesmo, confusas, entrelaçadas e sem separações.
Queria ter uma casa no campo, de vidro, cheia de livros e filmes. Nos finais de semana ela também seria a morada de meus amigos. Dormiríamos na grama, olhando o céu e as estrelas. De manhã seríamos acordados pelo meu cachorro, com uma lambida no rosto ou no pé.
Acho-me tão infantil, tão criança tendo desejos e sonhos desse tipo, mas tenho-os ué. Na verdade eu só quero fugir da realidade, fugir desse mundo ordinária e cafetão. É! Cafetão mesmo! Somos as prostitutas do mundo! Sirvam-se a vontade detentores da grana, somos as putas que vocês podem fuder e trepar, sem se importar com o que sentiremos. Venha e delicie-se, se lambuze e me deixe com mais asco dos seres humanos repugnantes que somos.
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