“E você queria o que?“
Esse era o auge da nossa discussão, da nossa discussão que só acontece em minha mente...
Sentada na sacada, olhando a serra e sentindo o cheiro da chuva... Meu pensamento estava, como sempre, em você. O que estaria fazendo agora, em que estaria pensando e se sentia falta das nossas conversas como eu sinto.
Também sinto falta dos meus cigarros, das bebidas e de uma “viagem”. Sempre acho que com isso vou me esquecer de tudo, mas só me faz lembrar mais e mais.
Fecho os olhos – Acariciou seu cabelo, seguro sua mão, desenho caminhos de amor com meus lábios em suas costas, te abraço, sorrio com o seu sorriso e deixo você brincar com a sua boca em minha orelha, em meu seio, em meu ventre ... Cruzamos nossas pernas, nossos pés, nossos amores ... nossa alma. Dormimos abraçados.
Mas se alguém nos visse na rua de nada suspeitaria, diriam que somos irmãos, que somos melhores amigos. Só nós dois saberíamos das loucuras e do amor-desejo oculto. Sentiria ciúmes das mulheres que se aproximassem de você, achando que está só, e teria um enorme sorriso – oculto - vendo-o dizer não a elas.
Minha loucura é doentia, é nociva. É amor, é desejo, é querer te proteger sem pedir nada em troca, apenas sua companhia...
Abro os olhos - Estou só, sem lágrimas – elas há muito secaram devido à constância com que vertiam quando eu pensava em você.
Estou só e com frio...
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