sábado, 25 de fevereiro de 2012

Um café, por favor.

Casais sentados no banco se beijam, trocam juras de amor eterno.
Crianças de 10 anos querem ser mulheres, vestir roupa da moda, ter o cabelo perfeito e a maquiagem mais ousada.
Capitalismo.
“We buy things that we don’t need, with the Money we don’t have, to impress people we don’t like.”
O vendedor de algodão doce fala baixo, baixo... Não entendo o que diz, mas me parece simpático.
Escolheu as máscaras pra mim, como o acaso escolhe as coisas na nossa vida. Abrimos uma brecha e lá vem ele, todo senhor de si, bagunçando o caminho. Mas o vendedor era simples, sem confusões. Conversava com quem passava por ali.
Tinha olhos melancólicos, de uma poesia sofrida... Olhos de quem espera a morte para poder descansar.
O Sol projeta sombras no papel.
Sentadas, as pessoas esperam. Acomodam-se, se acostumam com o Sol, com o que incomoda. Enchem a boca pra falar do calor, da queimação, mas não se mexem.
São sombras de algo maior, pessoas sem vida ...
A criança ainda guarda seu instinto natural, de animal. Andando de quatro e rindo da sujeira em suas mãos.
A mãe fica brava e pede que ela se comporte
Como se o ser humano se portasse bem! Como se fosse melhor que um animal!

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